Novo presidente da instituição tem a missão de resolver questões como lixo, saúde e transporte coletivo, que afetam os municípios da RMCPublicado em 28/01/2009 | Euclides Lucas Garcia / Gazeta do Povo
Eleito como novo presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) pelos próximos dois anos, o prefeito Edson Basso (PMDB), de Campo Largo, assumiu ontem com o desafio de convencer a prefeitura da capital a participar mais das decisões tomadas pelos outros 25 municípios da instituição. Segundo o último ocupante do cargo, Antônio Wandscheer (PMDB), ex-prefeito de Fazenda Rio Grande, a administração de Curitiba deixa de lado as questões que não são de interesse da cidade, mas decide por conta própria assuntos centrais para a administração do prefeito Beto Richa (PSDB). O principal exemplo seria o gerenciamento do transporte coletivo, coordenado pela Urbs, sem qualquer consulta aos demais municípios da região.
Criada em 1982, essa é apenas a segunda vez em que a Assomec é presidida por um prefeito de fora da capital. Justamente por esse histórico, Antônio Wandscheer reclama da falta de diálogo por parte dos representantes de Curitiba. “Por menor que seja o município, ele contribui de alguma forma com a capital”, diz. “Fazer as coisas sem nenhuma conversa é um erro enorme.”
Para Wandscheer, o recente aumento da tarifa de ônibus de R$ 1,90 para R$ 2,20 reflete com clareza essa situação. De acordo com ele, a Urbs elevou o preço da passagem sem promover nenhum debate com os municípios da região metropolitana, que também utilizam o serviço. “Ainda temos muitos problemas para resolver sobre os ônibus, e Curitiba já está com a cabeça na construção do metrô”, reclama o ex-presidente da Assomec. Já em relação à questão das drogas, Wandscheer diz que a prefeitura da capital se viu obrigada a dialogar com os prefeitos da região, na tentativa de buscar uma solução para o problema. “Como as drogas estão afetando a vida dos curitibanos, eles tiveram de se interessar pela região metropolitana”, afirma. “Mas isso deve acontecer também na saúde, no lixo e no transporte público.”
Por enquanto, os três setores continuam aguardando a implantação de consórcios intermunicipais, para serem administrados coletivamente.O novo presidente da associação – eleito por unanimidade – procurou minimizar as críticas feitas por Antônio Wandscheer. Na avaliação de Edson Basso, a participação efetiva de todos os prefeitos da região garantirá que os projetos da entidade não fiquem estacionados à espera de uma solução. O importante, segundo o prefeito de Campo Largo, será a troca de experiências, permitindo que ações bem-sucedidas em um município sejam adotadas em outras localidades da RMC. “Vamos utilizar o Plano de Desenvolvimento Regional feito pela Comec em 2006 para balizar nossas decisões e estabelecer prioridades”, revelou. “Mas é claro que questões como segurança pública, saúde e meio ambiente serão amplamente discutidas.”
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