Relembrar é preciso – Ex- presidente da URBS admite falta de transparência nas contas
O início das investigações da URBS pelo Tribunal de Contas (TC) reafirma mais uma vez as denúncias que a bancada do PT vem fazendo desde o início da primeira gestão de Beto Richa. Agora, os vereadores petistas exigem que a Prefeitura abra a “caixa preta da Urbs”, além de explicar para a população, sobre mais este escândalo, ocasionado pelo problema da falta de transparência nas contas. Problema este admitido, em 2007, pelo então presidente da URBS, Paulo Schimidt. Em agosto de 2007, Paulo Schimidt disse à imprensa: “a Urbs não tem controle sobre todos os custos apresentados pelas empresas – custos estes que são usados para calcular a tarifa.” (Gazeta do Povo 22/08/2007). A declaração foi dada durante audiência na Câmara Municipal para discutir casos, ocorridos na época, de irregularidades na empresa, como o desvio de recursos internos da empresa por funcionários.
Na mesma época, Sidney Martins, ex-procurador jurídico da Urbs, demitido por suspeita de desvio de dinheiro denunciou que havia ordens para que verbas de ações trabalhistas e indenizações não passassem pelo caixa da Urbs. Paulo Schimidt também admitiu que a Prefeitura faria manobras para evitar credores. Em entrevista à Gazeta do Povo (14/08/2007) disse “que a empresa, embora seja de economia mista, tem suas contas vinculadas à prefeitura de Curitiba e faz pagamentos usando o nome da administração municipal para fugir de possíveis “penhoras” da Justiça e dos credores.” Logo depois, o diretor administrativo-financeiro da Urbs, Ricardo Smijtink, pediu demissão da função, também investigado como um dos responsáveis por desvio de dinheiro de ações judiciais da Urbs.
Neste mesmo ano, o Ministério Público reabriu procedimento investigatório contra a Urbs para apurar suposta ilegalidade cometida pela empresa ao utilizar-se de contas bancárias em nome da prefeitura para pagamentos de algumas despesas correntes. O artifício era usado, dentre outras coisas, para a Urbs não ter dinheiro retido judicialmente para pagamento de credores.
URBS sob investigação, mais uma vez
O Tribunal de Contas informou à imprensa que iniciará inspeções na Urbs, para analisar gastos de R$ 598 milhões feitos sem licitação, com recursos do Fundo de Urbanização da cidade. Segundo matéria veiculada no Jornal Gazeta do Povo, (12/02/2009), além da constatação de ausência de licitação, os técnicos do TC informaram que a Urbs esteve inadimplente em 2006 com encargos sociais – entre eles INSS e FGTS – no valor de R$ 4, 212 milhões. O TC apontou ainda a insuficiência de informações em relação à conta patrimonial chamada de “Pendências a Regularizar”, que somava R$ 8, 761 milhões, na contabilidade da Urbs. De acordo com o tribunal, os técnicos verificaram também que a empresa movimentou contas bancárias da Secretaria Municipal de Finanças, o que não é permitido.
Assessoria de imprensa PT Curitiba – (41)92114915 com Ana Carolina Caldas