Vereadora destaca a grande participação dos movimentos indígenas e debates sobre assuntos como desenvolvimento sustentável e superação do modelo neoliberalista.
A vereadora Professora Josete (PT) está participando do Fórum Social Mundial (FSM), que está sendo realizado em Belém (PA). Na edição deste ano do evento, a parlamentar destaca a maior participação dos movimentos indígenas, com relação aos anos anteriores. “É uma outra dinâmica poder discutir questões como a preservação da Amazônia e os direitos dos povos da floresta diretamente com eles”. Para ela, a diversidade cultural e étnica é outro aspecto marcante do evento, que reúne milhares de pessoas de diversas partes do mundo, representando dezenas de instituições, entidades e movimentos sociais. “Essa possibilidade de intercâmbio entre diferentes culturas e realidades proporciona um aprofundamento significativo em diversos temas relevantes para todo o planeta”, afirma Josete.
Os assuntos mais discutidos no FSM são a questão da Amazônia e o enfrentamento da crise econômica mundial. Na quinta-feira (29), Josete participou da conferência “Energia, Soberania e Trabalho Decente”, que reuniu o sociólogo português Boaventura Santos, da Universidade de Coimbra, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochman, e a representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo. “Laís Abramo falou sobre a definição de Trabalho Decente adotada pela OIT, que é a atividade adequadamente remunerada, exercida em condições de liberdade, equidade e segurança, sem discriminação e capaz de garantir uma vida digna aos trabalhadores e trabalhadoras”, conta Josete.
A necessidade de superação do modelo econômico neoliberalista foi abordada por Boaventura Santos. Para ele, o FSM deve buscar uma alternativa para a crise mundial sob o risco de o Fórum Econômico de Davos apresentá-la antes. Ele sugeriu uma aliança entre os movimentos sociais e a mudança radical e imediata da forma de exploração dos recursos naturais: “Se não dermos a solução, ela virá de Davos, com mais capitalismo e menos direitos”. De acordo com o sociólogo, a resposta aos desafios da crise passa obrigatoriamente por um novo paradigma econômico social, que ele chamou de suma causa: “É o conceito indígena de desenvolvimento, de viver bem, em harmonia”. “E não são utopias, esses conceitos estão hoje na Constituição da Bolívia e do Equador”, apontou.
Amanhã (31), Josete deve participar da Marcha Mundial de Mulheres e do debate sobre Organização dos Movimentos Sociais, entre outras atividades do FSM.
Assessoria de imprensa Vereadora Professora Josete