Revisão das propostas de preços apresentadas pelos consórcios Pontual, Transbus e Pioneiro já dura quase dois meses
Vereadores da bancada de oposição na Câmara Municipal de Curitiba protocolam nesta terça-feira (1)um pedido de informações sobre a licitação do transporte coletivo da cidade. Eles querem saber, principalmente, quando será feita a divulgação final do resultado do processo licitatório e se haverá alterações nos valores das tarifas pagas pelos usuários.
No dia 5 de abril, durante audiência pública, a Comissão Especial de Licitação da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) abriu os envelopes com as propostas de preços apresentadas pelos Consórcios Pontual, Transbus e Pioneiro. Desde então, essas propostas são revisadas e, oficialmente, não há uma data limite para a divulgação dos valores propostos.
O requerimento deve ser votado ainda nesta terça.
Militantes do Movimento Passe Livre (MPL) e de outros movimentos sociais devem comparecer à sessão, que começa às 14h30.
Tarifa
O receio dos vereadores é o de que, ao invés de diminuir, a licitação aumente o valor da tarifa em Curitiba. Estudos realizados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Paraná (Sindiurbano-PR) indicam um encarecimento do preço das passagens, que hoje é de R$ 2,20, em cerca de 30 centavos. Os números foram obtidos com base em cálculos presentes no próprio edital da licitação.
“No entanto, só poderemos saber se isso realmente irá acontecer quando o processo licitatório for finalizado e os preços divulgados”, diz a vereadora Professora Josete.
Atraso
Esta licitação, a primeira na história de Curitiba, está sendo feita com duas décadas de atraso. Ela é obrigatória desde a Constituição Federal de 1988.
Continuidade
Todas as empresas participantes da licitação, de alguma forma, já fazem parte do Sistema Integrado de Transporte. O Consórcio Pontual, por exemplo, é formado pelas empresas Glória (Curitiba); Marechal (Curitiba); Mercês (Curitiba) e Santo Antônio (Colombo). O Consórcio Transbus é composto pelas empresas Araucária (do município com o mesmo nome); Redentor (Curitiba) e Expresso Azul (Pinhais). Já o Consórcio Pioneiro reúne a Viação Sorriso (Curitiba); a Tamandaré (do município com o mesmo nome); a São José (de São José dos Pinhais) e a CCD (Curitiba), novo nome da antiga Cristo Rei. Das dez empresas que atualmente operam o sistema de ônibus de Curitiba, quatro ficaram de fora da licitação: Carmo, Água Verde, Curitiba e Luz.
Erik Feitosa / Assessoria de Imprensa do mandato da vereadora Professora Josete