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A lei que implementa ações antibullying nas escolas das redes públicas e particulares de ensino em Curitiba, foi aprovada nesta terça-feira (19), na Câmara Municipal. O projeto, de iniciativa dos vereadores Pedro Paulo (PT) e Mário Celso Cunha (PSB), aguarda sanção do Prefeito  para entrar em vigor.

“Esperamos que com a lei sancionada, este fenômeno possa ser identificado concretamente, para que sejam desenvolvidos planos locais para a prevenção desta prática do bullying. Professores, equipe pedagógica e a família do aluno devem ser capacitados, pois têm um papel fundamental na prevenção do bullying”, destacou o vereador Pedro Paulo (PT).

Curitiba foi apontada como a terceira capital com maior ocorrência de bullying, pela Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pedro Paulo ressalta a importância dos dados da pesquisa para a conscientização do problema. “Esta pesquisa demonstra como é necessário uma política planejada, pois o bullying é um velho conhecido nas escolas, tanto da rede pública, como particular. O tema deve ser divulgado para toda a sociedade, e as escolas devem ser o centro do debate. Desta forma, combinar ações de conscientização e prevenção”, explica.

Clique aqui para acessar o projeto de lei na íntegra, e aqui para as emendas.


Saiba como identificar o bullying

Vítima, agressor e aquele que observa. Quando se fala em bullying, todo mundo está envolvido de alguma maneira. E é mais comum do que se imagina

Como é o convívio da sua família em casa? Há muito que se sabe o quanto o comportamento dos filhos é um reflexo da maneira como os pais se relacionam com eles no dia-a-dia. Um estudo apresentado no encontro anual da American Sociological Association, nos Estados Unidos, que aconteceu neste mês, mostrou que aquela criança que se mostra valente, que persegue colegas e humilha os mais fracos – o chamado bully (agressor) – reproduz com os outros o comportamento dos pais. Esses atos são a violência, física ou psíquica – o bullying.

O agressor é popular, lidera o grupo. Muitas vezes, são os atletas da escola, admirados e copiados. Os agressores podem vir a bater na mulher ou nos filhos, ou a perseguir colegas de trabalho – o que também é bullying, porque o fenômeno não ocorre só na escola. Pode acontecer no clube, na rua, ou mesmo dentro da família, entre irmãos. Se seu filho é um agressor, mostre que o ama, mas que desaprova seu comportamento.

As vítimas do bullying são normalmente tímidas, fracas e frágeis. São incapazes de se defender, de reagir. Geralmente são discriminadas por ter alguma diferença, como ser negras, deficientes físicas, altas, baixinhas ou gordinhas, ou mesmo ter sotaques diferentes, tirar boas notas e ir mal nos esportes. Algumas se tornam vítimas-agressoras: agredindo outras crianças, descontam e transferem os maus-tratos sofridos. Outras são as chamadas vítimas provocadoras, que provocam o agressor mas não conseguem se defender quando ele vem tirar satisfação.

Por outro lado, algumas crianças não fazem nada quando percebem que o colega está sendo perseguido porque têm medo de tomar partido e se tornar vítimas também. E podem acabar se aliando à violência.

O que fazer?

Se os pais descobrem que o filho é vítima de bullying, devem procurar imediatamente a escola para que se interrompa o procedimento. Importante é sempre demonstrar para a criança que ela é amada, e que a culpa não é dela. “É preciso fazer tudo para melhorar a auto-estima da vítima”, diz Cleo. Afinal, além da queda do desempenho escolar, da depressão e da insegurança, as seqüelas podem durar toda a vida e causar transtornos psíquicos graves, que podem resultar em suicídio ou no desejo de vingança.

Se a escola não tomar providências, os pais devem recorrer ao Conselho Tutelar, para exigir que o colégio cumpra a obrigação de proteger a criança. O melhor é que a escola trabalhe com a prevenção. Afinal, quanto mais cedo se intervir, mais chances os envolvidos terão de se recuperar. O ideal é tratar, no dia-a-dia, valores como fraternidade, compaixão, respeito. Desde pequenos, os pais devem ensinar isso em casa. Se o seu filho é o agressor, mostre que o ama, e que desaprova seu comportamento.
Existe bullying quando…

– As agressões, físicas ou psíquicas, são repetitivas e intencionais, contra a mesma criança, por muito tempo;

– Não existem motivos concretos para as agressões;

– Há desequilíbrio de poder: o agressor é mais forte ou mais poderoso que a vítima;

– O sentimento que causa nas vítimas é de medo, angústia, opressão, humilhação ou terror;

– A diferença de idade entre as crianças é maior que dois anos. Mesmo que o menor seja mais forte.

E não existe quando…

– As agressões são casuais ou pontuais. As crianças logo estão brincando juntas de novo;

– As brigas são causadas por motivos como a disputa de um brinquedo;

-l A brincadeira, mesmo que mais agressiva, é entre iguais;

– Os papéis se alternam: a criança que hoje é a vítima na brincadeira, na semana seguinte pode ser o agressor;

– O sentimento na brincadeira é de alegria. A criança gosta dos apelidos e se diverte nas brincadeiras.

Com informações da Revista Crescer e do Site Nota 10
Foto – Anderson Tozato