Só na capital ocorrem cerca de 10 a 12 casos por dia, segundo sindicatos de trabalhadores
Na manhã desta quarta-feira (8), os Sindicatos dos Vigilantes e dos Bancários de Curitiba e Região entregaram na Câmara Municipal proposta de projeto de lei para combater o crime conhecido por “saidinha de banco”. O vereador Pedro Paulo, líder da bancada do PT, recebeu a proposta das mãos dos sindicalistas João Soares (vigilantes) e Otávio Dias (bancários).
“Estamos aqui para pedir atenção especial desta Casa a um problema que aflige bancários, vigilantes e o conjunto dos usuários do sistema financeiro”, explicou Soares.
As propostas fazem parte de um projeto nacional de combate a essa modalidade de crime, lançado pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contrat-CUT) no dia 19 de novembro, em Belo Horizonte.
De acordo com dados apresentados pelos trabalhadores durante a reunião, somente neste ano, já ocorreram 20 mortes em assaltos a estabelecimentos financeiros no país, oito delas em “saidinhas de banco”. Em Curitiba, foram registrados pelo menos dois casos violentos noticiados pela imprensa nesse ano.
“Vamos ampliar o debate sobre este tema nesta Casa, apresentando um novo projeto, mais abrangente e com o apoio de outros vereadores”, comentou o vereador petista.
O parlamentar acertou com os sindicalistas a convocação de uma audiência pública no próximo ano com a presença de todos os segmentos ligados ao tema (trabalhadores, usuários, executivo municipal, polícias e representantes dos bancos públicos e privados). Enquanto o projeto tramita pelas comissões, a idéia é discutir o projeto e buscar o seu aprimoramento.
Conheça alguns pontos do Projeto
*Sistema de monitoramento e gravação eletrônicas de imagens (com alta resolução), em tempo real, através de circuito fechado de televisão, interligado com a central de controle.
*Porta giratória obrigatória em todas as agências bancárias com recuo após a fachada externa para facilitar o acesso, com armário de portas individualizadas e chaveadas para guardar objetos de clientes.
*Assento apropriado com escudo de proteção para o vigilante.
*Vidros laminados resistentes a impactos e a disparos de armas de fogo, nas fachadas externas com nível de proteção III-A (blindagem), de acordo com a norma internacional.
*Divisórias entre os caixas eletrônicos, para garantir a privacidade dos clientes durante as suas operações bancárias.